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DOENÇAS TRANSMISSÍVEIS AO HOMEM

18 de Dezembro de 2017




Zoonose é um termo da medicina que designa as doenças e infecçõestransmitidas para o homem através dos animais. É uma palavra de origem grega formada por  “zoo”, que significa "animal" e “noso”, que significa "doença".


As zoonoses são transmitidas pelos animais através de vírus, bactérias, fungos, protozoários e outros microorganismos diversos. A peste, carbúnculo, psitacose, triquinose e ornitose são exemplos de algumas zoonoses. As zoonoses mais comuns são:



Dermatofitose:


Agente – Causada principalmente pelo fungo Microsporumcanis.


Transmissão – Acontece tanto por contato direto, entre as lesões do animal e a pele do homem, como pelo indireto, através de pelos ou escamas contaminados pelas áreas atingidas nos animais ou indivíduos infectados.


Animais transmissores - Gatos, cães, bovinos, ratos, ovelhas, cabras e porcos.


Sintomas no homem – Bastante comum, a dermatofitose ou “Tinha” é uma lesão provocada por fungos nas camadas superficiais da pele, e que provoca a queda dos pelos ou cabelos em áreas circulares, deixando em seu centro placas escamosas. Antes de atingir a puberdade, as crianças são muito suscetíveis à infecção pelo Microsporumaudouinii e Microsporum canis devido ao hábito de colocar as mãos na boca. Também são propensos à infecção pelo Trichophytonindependente da idade.


Sintomas no animal – Os animais contaminados apresentam lesões visíveis na pelagem semelhantes as do homem.


Medidas preventivas e de controle:



  • Evitar o contato com os animais e/ou objetos utilizados por eles, como panos contaminados, já que os pelos ou descamações da pele afetada são elementos de contágio

  • Queimar os objetos contaminados


 


Dipilidiose:


Agente – É causada pelo helminto Dipylidium caninum.Que é transmitida por pulgas, e em alguns casos por piolhos mastigadores (hospedeiros intermediários).


Transmissão: O verme adulto vive e se desenvolve no intestino do cão. É uma pequena tênia. O último dos seus segmentos fica carregado de ovos e se solta, procurando sair pelo orifício anal, com movimentos próprios ou junto com o bolo fecal. No meio ambiente, os ovos são liberados e ingeridos pelas larvas das pulgas. Nestas larvas, os embriões continuam evoluindo enquanto a larva se transforma em pulga adulta e parasita os animais. Quando este, acidentalmente, ingere a pulga contaminada, a tênia chega ao final de seu ciclo, crescendo e tornando-se adulta no intestino do cão.


Animais transmissores – Cães e gatos


Sintomas no homem – As crianças de colo são as mais afetadas por esta verminose, apresentando irritabilidade, insônia e perda de apetite. As dores de barriga e as diarreias são bastante frequentes. A doença, no entanto, não é grave nem comum.


Sintomas no animal – É uma infestação comum no cão e no gato. Apresenta poucos sintomas, como irritação e coceira na região anal de forma ocasional. Às vezes surgem diarreias e presença de vermes nas fezes.


 


Medidas preventivas e de controle:



  • Combater as pulgas e suas larvas, usando inseticidas adequados e aspirador de pó para limpeza doméstica

  • Eliminar as pulgas adultas dos animais

  • Vermifugar os animais periodicamente


 


Dirofilariose:


Agente: é causada pelo nematóide filarídeo Dirofilariaimmitis


 


Transmissão: A dirofilariose canina também, conhecida como verme do coração, é uma doença causada pelo verme Dirofilariaimmitis. Essa doença é transmitida através da picada demosquitos infectados com as larvas da dirofilária. Após apicada, os mosquitos transmitem as larvas que vão se transformar no verme adulto enquanto migram para o coração e artéria pulmonar do cão. No homem, a apresentação mais comum da doença é um nódulo pulmonar que pode ser diagnosticado erradamente como câncer de pulmão.


 


Sintomas no animal:os principais sinais clínicos na fase moderada dadoença incluem intolerância a exercícios físicos, tosse crônica, queda do apetite e perda de peso progressiva. Já a fase grave compreende características como taquipnéia, falência congestiva do lado direito do coração, ascite, esplenomegalia, hepatomegalia, edema subcutâneo, tromboembolismo pulmonar.


 


Animais transmissores: Cães e gatos.


Medidas preventivas e de controle:


Existem vários medicamentos para prevenção, em diferentes apresentações.Pode ser feitotambém o controle ou eliminação dos hospedeiros intermediários. É muito importante que levem seus animais a um médico veterinário, para que sejam feitos exames de rotina e prevenções.


 


Hidatidose ou Equinococose:


Agente – Causada por larvas do cestódeo Echinococcusgranulosus.


Transmissão – O homem pode ser contaminado de forma direta, por contato com o cão ou ingestão ocasional de ovos aderidos a seus pelos, ou de forma indireta, através da ingestão de alimentos ou água contaminada. Este tipo de parasita é bastante frequente em regiões de criação de ovinos, pois a espécie é ideal para o desenvolvimento da larva. O homem, na realidade, é apenas uma vítima acidental. Os cães contaminam-se ao ingerir as vísceras de carneiros infestados. Estes são infectados ao pastar ou ingerir água com ovos do verme, eliminados através das fezes dos cães.


Animais transmissores – Cães (ovos), suínos, bovinos e caprinos (cistos hidáticos).


Sintomas no homem – Após a ingestão dos ovos, o parasita tem acesso à circulação portal. Dessa forma ele causa a formação de cistos no fígado, pulmão e outros órgãos. Dependendo da localização, a lesão pode ser mais ou menos grave, com sintomas correspondentes. Às vezes não aparecem sintomas visíveis. No interior do intestino, as larvas formam esferas cheias de líquido, chamadas de cistos hidáticos. O cisto pode atingir 10 cm de diâmetro, variando do tamanho de uma ervilha ao de um melão. Nos cistos encapsulados encontram-se as larvas do verme. A ruptura de um cisto pode causar óbito.


Sintomas no animal – O verme adulto provoca a equinococose no cão, o qual raramente apresenta sintomas da doença. Ocasionalmente o animal tem diarreia. Os ovos são eliminados no meio ambiente através de fezes com vermes.


Medidas Preventivas e de Controle:



  • Não permitir que os cães sejam alimentados com vísceras cruas de carneiros

  • Tratar regularmente os cães com anti-helmínticos em áreas de criação de carneiros

  • Não permitir o acesso dos cães a locais de abate de ovinos

  • Manter hábitos higiênicos em relação ao cão, principalmente quanto à remoção e destino de suas fezes


 


Larvas migrans cutânea:


Zoonose causada pelas larvas do helminto Ancylostomacaninum e também do A. brasiliensis.


Transmissão – O animal infestado elimina os ovos dos vermes com as fezes no solo arenoso, contaminando o meio ambiente. A areia úmida é o meio ideal para o desenvolvimento dos ovos até a forma de larvas. As pessoas, particularmente as crianças, são contaminadas ao andar descalças em solo onde há presença de larvas.


Animais transmissores - Cães e gatos.


Sintomas no homem – A zoonose é causada pela penetração das larvas infectantes através da pele íntegra. Na maioria das vezes, a larva não ultrapassa a junção dermoepidérmica nos seres humanos. Mas à medida que migra através do tecido dérmico, causa intenso prurido. O processo pode durar meses, até a cura espontânea, depois da destruição da larva pelo sistema imunológico. Em alguns casos, a larva pode penetrar nos tecidos mais profundos, atingindo os pulmões ou indo até os olhos, causando graves lesões.


Sintomas no animal – O verme adulto parasita o cão permanecendo no seu intestino, sendo mais prejudicial aos animais jovens. Muitos filhotes adquirem o verme na fase neonatal, através do leite. Também pode ocorrer transmissão transplacentária. Nas infestações mais graves, o grande número de vermes provoca anemia e diarreia com sangue. Geralmente as infestações leves não provocam sintomas.


 


Medidas preventivas e de controle:



  • Recolher e/ou proibir a presença de cães e gatos em locais públicos, principalmente praias e caixas de areia destinadas às crianças

  • Evitar andar descalço, principalmente em locais frequentados por cães e gatos

  • Realizar a vermifugação, principalmente em cães e gatos jovens

  • Dar destino adequado às fezes dos cães e gatos


 


Leishmaniose visceral:


Agente – Protozoário Leishmaniadonovani


Transmissão – Essa zoonose é transmitida ao homem através da picada do mosquito conhecido popularmente por “birigui”, “palha” ou “cangalinha”, conforme a região. O inseto é contaminado ao picar um cão doente, transmitindo o protozoário ao homem ao picá-lo.


Animais transmissores – Mosquitos flebotomos.


Sintomas no homem – Tem ocorrência regionalizada e gravidade variável. Apresenta evolução lenta, com esplenomegalia, hipertermia contínua, anemia, emagrecimento e pequenos pontos de sangramento nas mucosas. Os pacientes não tratados a tempo podem morrer. As crianças são as mais atingidas pela enfermidade.


Sintomas no animal – Os cães apresentam emagrecimento e ferimentos arroxeados na pele, nas regiões das articulações, nas costas, no focinho e nas orelhas. Também podem ocorrer lesões na córnea. O tamanho exagerado das unhas é característico. No entanto, é grande o número de cães que, apesar de infectados, não apresentam sinais da doença.


Medidas Preventivas e de Controle:



  • Combater o mosquito transmissor evitando a formação de coleções d’água favoráveis à proliferação de mosquitos, e aplicar inseticidas de efeito residual nas casas e arredores

  • Realizar exame sorológico nos cães, coletando sangue para exame laboratorial. Os animais doentes devem ser sacrificados, porque não existe tratamento eficaz para cães atualmente


 


Leptospirose:


Agente - Leptospira sp


Transmissão - É feita através da urina do animal contaminado ou doente. As pessoas geralmente são contaminadas de modo indireto, ao entrar em contato com água, alimento ou ao pisar descalço em solo contaminado com urina. Os cães egatos podem contaminar-se ao entrar em contato com ratos portadores da doença ou através do meio ambiente.


Animais transmissores - Cães, gatos, ratos, bovinos, suínos e caprinos.


Sintomas no homem - Febre, dor de cabeça, dores musculares, conjuntivite, vômitos e diarreia hemorrágica. Em casos graves o fígado e os rins podem ser afetados. Nesses casos, comumente, o paciente apresenta icterícia e corre risco de morte.


Sintomas no animal - Em alguns casos, os animais não manifestam a doença, mas podem transmitir as bactérias pela urina, contaminando o meio ambiente. Quando manifestam, os sintomas são febre, espasticidade nos membros posteriores, feridas orais fétidas e hemorrágicas. Em determinados casos, há diarreia hemorrágica e icterícia. Pode ser fatal.


 


Medidas preventivas e de controle:



  • Vacinar os animais regularmente. Os animais de produção devem ser vacinados de acordo com o sorotipo que ocorre na propriedade.

  • Evitar contato com a urina dos animais.

  • Isolar animais contaminados.

  • Proteger-se dos grupos de risco.

  • Usar botas e luvas quando lidar com animais.

  • Consumir somente leite pasteurizado e queijo de leite tratado.

  • Fazer o controle dos roedores.


 


Raiva:


Agente - Rhabdovirus


Transmissão – Pela inoculação do vírus presente na saliva do animal raivoso, em geral por mordida e, mais raramente, por arranhaduras, lambedura de mucosa ou pele com solução de continuidade.


Animais transmissores – Cão, gato, morcegos, raposas e animais selvagens, como lobo, gato-do-mato, guaxinim.


Sintomas no homem – Sensação de angústia, dor de cabeça, febre, mudança de comportamento, alteração de sensibilidade na região onde ocorreu a lesão, dormência das extremidades, midríase, paralisia da musculatura, irritação e fase de excitação caracterizada por fotofobia (aversão à luz), aerofobia (medo do ar e de correntes de ar) e hidrofobia (horror a líquidos).


Sintomas no animal – Mudança de hábito, alteração de comportamento, hidrofobia e paralisia. A manifestação clínica se dá por quatro fases: furiosa, paralítica, atípica e abortiva. A fase paralítica pode ser confundida com a cinomose e a disfagia.


 


Medidas preventivas e de controle:



  • A prevenção da raiva canina e felina é feita através da vacinação. O animal deve ser vacinado a partir dos quatro meses de idade e, depois, anualmente. O gato é menos suscetível ao vírus da raiva. A notificação de casos de raiva é obrigatória. Se ocorrer, procure a vigilância epidemiológica. O procedimento inclui o isolamento dos animais de risco, a localização correta do foco ou surto e a incidência do número de agressões (animal e homem).


 


Sarna:


Agente – No cão, o agente causador é o Sarcoptesscabiei e nos gatos, o Notoedrescati.


Transmissão – Através do contato direto com as lesões do animal ou por intermédio de objetos, panos e ou roupas que entraram em contato com o animal doente. Animais transmissores – Cães, gatos, bovinos, cavalos, carneiros e porcos.


Sintomas no homem – Provoca lesões na pele, que são causadas pelo deslocamento do pequeno artrópode, que forma uma espécie de túnel sinuoso, o qual provoca irritações e prurido intenso. Há descamação da pele e possibilidade de contaminação por diversas bactérias. A doença, no entanto, não é grave.


Sintomas no animal - Os sintomas e as lesões provocadas no animal são similares as do homem. Atingem principalmente orelhas, focinho e “cotovelos”, onde formam lesões com crosta e consequente perda de pelos.


Medidas preventivas e de controle:



  • Pulverizar os ambientes infectados com inseticida.

  • Separar os animais infestados dos animais sadios.

  • Higienizar as mãos após o manuseio dos animais.

  • Tratar os animais infectados.


 




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